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Rubinho Giaquinto

Somos pela Democracia: torcidas juntas e misturadas contra o Fascismo. (Fonte da imagem: Jornalistas Livres)

O último fim de semana foi de imagens fortes e novas.

Quem imaginou na vida que torcedores de futebol iriam às ruas lutar contra o governo Bolsonaro? Pedir democracia?

Esquecem que a maioria desses torcedores são, muitas vezes, jovens, trabalhadores, negros e moram nas periferias das grandes cidades. Conhecem como ninguém o tranco da desigualdade, racismo e truculência policial.

Há no imaginário popular a ideia de que são alienados e que futebol e política não se discutem.

O que não é política na vida? Me digam aí os mestres da vida.

Um ato de tomar café é político. A maneira como você toma seu café. Quem o faz. Como faz. Se você compra feito. Isso tudo é um grande ato político.

Enquanto o campo de esquerda perde tempo discutindo querelas inúteis, as torcidas de Palmeiras e Corinthians, rivais históricas, foram unidas para as ruas.

Esse gesto nos enche de esperança para construir um Brasil no rumo de uma sociedade mais igual e democrática.

Agora o um único ato que faz sentido é todos nós irmos às ruas a favor da vida.

O resto é manifesto que o povo nem lê e hashtags para aliviar a consciência dessa classe média brasileira que pode ficar em casa fazendo lives e comendo besteiras.

Rubinho Giaquinto, escritor, músico, compositor, ativista cultural belo-horizontino, vocalista e guitarrista da banda Professor Colcheia, estuda Licenciatura em Educação Musical/ UEMG, e é Analista Socioeducacional do Instituto Cultiva.