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Fórum de Solidariedade em que foram decididos os eixos da Rede de Solidariedade Marista. Foto – Acervo UMBRASIL

Trabalho ajuda a criar a Rede de Solidariedade do Brasil Marista

O Instituto Cultiva foi contratado pela UMBRASIL – União Marista do Brasil – para assessorar na elaboração e execução do projeto Rede de Solidariedade do Brasil Marista. O objetivo é criar uma rede nacional de apoio a políticas públicas nos municípios brasileiros em que a instituição católica está presente. “ Ao escolhemos o Instituo Cultiva para nos assessorar levamos em conta a experiência que essa instituição tem no campo das políticas públicas: educação popular e educação pública. Assumimos a Educação Pública e a Defesa de Direitos como os eixos fundamentais da Rede. Nós Maristas temos uma longa experiência com a educação privada/confessional, mas, precisamos nos apropriar do campo da educação pública”, esclarece Paulo Quermes, assessor da Área de Missão e Gestão/Solidariedade da UMBRASIL.

A criação da Rede de Solidariedade Nacional foi impulsionada a partir da realização do Fórum de Solidariedade do Brasil Marista, realizado em 2018. Para tanto, foi criado o Grupo de Trabalho Rede de Solidariedade, que desde novembro de 2019 vem trabalhando na execução do projeto. A proposta é de que a Rede Solidariedade atue junto aos dilemas atuais nos campos sócio-econômicos-culturais, tanto nas suas dimensões global e local, como em seus aspectos estruturais e conjunturais. O GT é formado por representantes dos Maristas em todo o Brasil e o presidente do Instituto Cultiva, Rudá Ricci, o assessor externo. “Elaboramos um painel com todas as ações de solidariedade na América Latina nos últimos três anos, apresentamos um diagnóstico local e sistematizamos as metodologias de solidariedade da Rede Marista no Brasil”, explica Ricci ao comentar sobre o início dos trabalhos.

Os objetivos centrais da rede são: atender crianças, adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade e exclusão social a partir da educação pública de qualidade, e promoção de seu protagonismo. Também são premissas da rede a defesa e a qualificação da educação pública e o fortalecimento do sistema de garantia dos direitos de crianças, adolescentes e jovens; o fortalecimento dos instrumentos participativos, de articulação de atores e instâncias colegiadas de gestão pública; o desenvolvimento de ações e serviços que promovam a autonomia e o empoderamento, fundamentadas pelo Pacto Global da Educação, Economia de Francisco (Projetos do Papa Francisco – Ricci é um dos articuladores nacionais) e orientações do instituto marista.

A proposta é iniciar o projeto por meio de uma experiência piloto em três municípios Teresina (PI), Paiçandu (PR) e Viamão (RS), entre 2021 e 2024. “Ao final, pretendemos ter construído uma expertise que nos permita ampliar a rede para os 64 municípios do Brasil que estamos presentes”, destaca Paulo Merques. O GT de criação da Rede de Solidariedade continua com o planejamento global e a definição das metodologias de intervenção e aproximação nas comunidades, escolas, prefeituras e junto a lideranças sociais para quando o projeto for executado nos munícipios pilotos.