Tema Cultura de paz nas escolas encerra discussões no curso para educadores de Suzano/SP

As estratégias para a construção de uma cultura de paz nas escolas foi o tema da última videoconferência do curso de Mediação de Conflitos, realizado para educadores da rede municipal de Suzano. O encontro virtual contou com a participação de Rudá Ricci, presidente do Instituto Cultiva, Franciele Alves, vice-presidente e Renata Paredes, analista educacional. As videoconferências foram realizadas em dois momentos, na manhã e tarde do dia 16 de agosto, para garantir a participação dos 900 profissionais da Secretaria Municipal de Educação do município paulista, onde está sendo desenvolvido o Projeto Prevenir a Violência Escolar: implantando o programa Comunidades Educadoras, a partir da consultoria do Instituto Cultiva.

A vice-presidente do Cultiva, Franciele Alves, destacou na abertura o percurso do curso. Ao todo foram três videoconferências formativas, três rodas de conversa, uma com especialistas da equipe do instituto, e as outras contaram com participação de três articuladores comunitários e três professoras para a troca de experiências e apresentação de relatos vivenciados na escola. “Nós aceitamos e abraçamos esse desafio de construir um curso que ele fosse participativo, era o nosso desafio fazê-lo na modalidade EAD, não é fácil, mas, com a colaboração de todos e todas, principalmente de vocês que nos acompanharam nesse percurso afim de construir um ótimo curso, foi uma experiência coletiva e a gente pode enriquecer nossa experiência com vocês”, agradeceu Franciele.

Renata Paredes também relembrou as etapas do curso, dividido em três módulos. O primeiro tratou os aspectos conceituais e as relações interpessoais que envolvem a mediação de conflito, a partir das teorias de incivilidade, violência e agressividade, sob o olhar dos relatos de casos postados pelos educadoras na plataforma online do curso. No segundo módulo foram apresentados os desafios e compromissos dos educadores, a partir do Marco Legal, a origem das discussões sobre Mediação de Conflitos no Brasil, por meio das normatizações e legislações como o ECA, Estatuto da Criança e do Adolescente, a Constituição Federal, entre outros documentos. Mas, principalmente, a respeito do papel do professor e da escola nessa discussão.

 

No terceiro módulo a abordagem trouxe o tema da última videoconferência “As estratégias para a construção de uma cultura de paz nas escolas”.  A Analista Educacional Renata Paredes iniciou a discussão com abordagens acerca dos conceitos relativos ao tema e uma apresentação de slides sobre a mudança de cultura e de comportamento: o cuidado; a escola é uma referência de prática social; os padrões de conduta; as Assembleias de Classe e as Comissões Escolares de Prevenção de Acidentes e Violência Escolar, as duas últimas propostas coletivas de mediação de conflitos. “A nossa proposta é ampliar o diálogo entre toda a comunidade educadora, e quando a gente fala comunidade educadora, a gente não fala só do território, mas, sim do entorno em que a escola está inserida, e também de todos os educadores que estão dentro da escola”, destacou Paredes.   Rudá Ricci explicou o conceito e o porquê o uso do termo Protocolos, em uma analogia aos protocolos hospitalares. “O protocolo é universal, isso faz com que o paciente, o cidadão que está com alguém da família doente, se sinta segura, porque ele vê o médico ou a enfermeira caminhando daquele jeito, ele fala: “eles sabem o que estão fazendo, porque eu já vi que aconteceu isso com o vizinho”, frisou Ricci.

No segundo momento, a equipe do Instituto Cultiva apresentou, também em slides e comentários, a Análise dos 56 Protocolos construídos nas escolas.  A apresentação destacou um resumo dos percursos sugeridos pelos educadores para tratar casos de violência, agressão e incivilidade, e as observações técnicas e lacunas indicadas pelo Cultiva. Para cada situação de conflito é gerado um ou mais encaminhamentos. Ricci fez a leitura e explicações sobre as abordagens apresentadas pelos educadores em relação às ações de mediação de conflitos indicadas, bem como os encaminhamentos à rede de proteção como CRAS e Conselho Tutelar.  Para reforçar o entendimento sobre o papel do Conselho Tutelar e do CRAS, o Instituto Cultiva, sugeriu a criação de um programa de formação permanente na rede municipal e uma cartilha descritiva com todas as informações sobre os dois serviços.

Os participantes da videoconferência também participaram com perguntas e comentários no chat, promovendo um bate papo com a equipe, confira nos links a seguir:

Videoconferência – Manhã

Videoconferência – Tarde

Próximas etapas – O Instituto Cultiva também irá promover ainda este ano cursos de Educação Socioemocional, de formação para Conselheiros Municipais de Educação, Saúde, Assistência Social, Cultura, Esporte,  Direito da Criança e do Adolescente. Também será desenvolvido um curso de formação para os Conselheiros Tutelares para o alinhamento de todas as discussões gerais em cada Conselho, com todas as diretrizes do Projeto Prevenir a Violência Escolar. Após todas as orientações, o programa será descentralizado e serão criados três comitês regionais, com o suporte das Secretarias municipais, Conselhos e Escolas. Esses comitês passarão a discutir os casos concretos de cada aluno, pelo menos uma vez ao mês, apresentarão os encaminhamentos necessários por região e as decisões serão levadas às secretarias, conforme a especificidade de cada situação.