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Em pauta a Economia de Francisco e Clara e o Pacto Educativo Global

Fomentar uma educação que estimula a cidadania e a participação social é o foco de todo o trabalho desenvolvido pelo Instituto Cultiva. Mais que conceitos, são princípios que também estão claramente definidos em dois grandes projetos do Papa Francisco: O Pacto Educativo Global e a Economia de Francisco e Clara.  Ambos são um convite a lideranças mundiais e jovens, futuros economistas e empreendedores, para que juntos pensem uma educação global e uma economia mundial em prol de relações mais humanas, éticas e sustentáveis, por meio do cuidado com o outro e com a Casa Comum. Dois encontros com Jorge Bergoglio, o Papa Francisco, estavam marcados para o início desse ano, mas, foram adiados por conta da pandemia da Covid-19, e reagendados para o segundo semestre, caso a doença esteja sob controle.

No Brasil, o Instituto Cultiva é uma das instituições que articulam os dos dois projetos do Pontífice. O presidente do Instituto Cultiva, Rudá Ricci é o coordenador nacional. Antes das determinações de isolamento social, foram realizados encontros presenciais em várias cidades do país. No entanto, as reuniões e processos de formação não foram paralisados. No sábado, 23/05, Ricci, conduziu um encontro para a formação de professores que irão criar a Escola de Líderes em Jundiaí, interior de São Paulo. A responsável pela mobilização dos professores é a educadora Ana Silvia, da cidade vizinha de Louveira.  Os professores e educadores estão se mobilizando para montar o projeto pedagógico que vai envolver jovens de 17 a 20 anos. A proposta é desenvolver o programa em nove municípios da região de Jundiaí por meio de uma formação continuada e focada na concepção da Economia de Francisco e Clara. Durante a reunião virtual, Ricci, abordou sobre diversos temas relacionados à formação: currículo escolar, a pedagogia freireana, linha de trabalho adotada pelo Instituto Cultiva, o comportamento dos jovens na atualidade, dentre outros assuntos.

Encontro de formação com educadores de Jundiaí.

A Articulação Brasileira da Economia de Francisco e Clara (ABEFC), foi criada para promover e estimular o projeto no país. Já foram realizados encontros em várias cidades com entidades de diversos setores da sociedade civil. Em Minas Gerais as discussões até o momento foram em Montes Claros, Sete Lagoas, Oliveira, Pouso Alegre e Belo Horizonte. Na capital também aconteceram reuniões na PUC Minas e no Fórum Inter-religioso e Político. Em São Paulo também já houve encontro com lideranças. Foram escolhidos 250 jovens brasileiros para representar o país no encontro com o Papa. Ao todo serão 2 mil e 500 jovens. Os participantes da Economia de Francisco e Clara são estudantes, pesquisadores, doutorandos, empreendedores e dirigentes empresariais, inovadores sociais, promotores de atividades e organizações locais e internacionais. São jovens que lidam com meio ambiente, pobreza, desigualdades, novas tecnologias, finanças inclusivas, desenvolvimento sustentável, todos que têm em comum a preocupação com o ser humano.

De acordo com o presidente do Cultiva, no mundo todo os jovens estão sendo preparados para debater sobre os desafios e propostas para uma nova economia: administração e dom, finanças e humanidade, trabalho e cuidado, energia e pobreza, agricultura e justiça, negócios e paz, mulheres pela economia, CO2 das desigualdades, lucro e vocação, empresas em transição, vida e estilos de vida, políticas e felicidade. E, nesse contexto, está em curso no Brasil a Campanha 10 Milhões de Jovens X 10 milhões de família sem fome, que tem como objetivo arrecadar doações por meio de uma “gincana virtual”,  incentivando uma batalha das tribos. Os jovens que compõem a Economia de Francisco e Clara também vão aderir à campanha.

Paralelo à Economia de Francisco e Clara, também continuam as articulações do Pacto Educativo Global. O primeiro encontro de apoio ao Pacto, foi realizado em São Paulo, antes do início do isolamento social, na sede do SINESP – Sindicato dos Especialistas de Educação do Ensino Público Municipal de São Paulo –, e contou com a participação de dezenas de entidades e representantes da sociedade civil. Segundo Ricci, em Minas Gerais também foi criado um grupo com os principais sindicatos da educação do país, como o SINPRO – Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerias –, Sind-UTE – Sindicato Único dos Trabalhadores de Educação de Minas Gerais –, o Fórum Democrático pela Educação de Minas. “Vamos promover uma discussão sobre o Pacto, para analisar dois pontos:  um seminário virtual com todas as entidades envolvidas na articulação nacional, previsto para junho, e também discutir a questão do EaD nos ensinos fundamental, médio e no universitário, e apresentar um posicionamento ou alternativas para a volta às aulas.

Entenda o que é a Economia de Francisco e Clara e o Pacto Educativo Global

Economia de Francisco e Clara –  É um encontro mundial que reunirá jovens economistas, empresários de todo o mundo em Assis na Itália, cidade de São Francisco. Assis foi escolhida porque segundo o Papa, é o lugar mais indicado para inspirar os jovens a pensar uma nova economia. No Séc. XIII, o jovem Francisco deixou sua fortuna para abraçar a igualdade e a natureza, e tornou-se irmão de todos ao lado de Santa Clara. Em 11 de maio de 2019, o Santo Padre, endereçou uma carta-convite a jovens economistas e empreendedores de todo o mundo, convidando-os  para o encontro e esclarecendo sobre os motivos da mobilização.

“Escrevo para convidá-lo para uma iniciativa que tanto anseio: um evento que me permita conhecer aqueles que estão sendo formados hoje e estão começando a estudar e praticar uma economia diferente, a que vive e não mata, inclui e não exclui, humaniza e não desumaniza, cuida da criação e não a caça. Um evento que nos ajuda a nos reunir e nos conhecer, e nos leva a fazer um “pacto” para mudar a economia atual e dar alma à economia de amanhã. ” Papa Francisco

O Papa propõe uma reflexão e mudança para um novo modelo econômico mais próximos dos ensinamentos cristãos e da necessidade do bem comum, para a diminuição da pobreza e a preservação do meio ambiente.

‘Suas universidades, seus negócios e suas organizações têm muitas esperanças de construir outras maneiras de entender a economia e o progresso, combater a cultura do desperdício, dar voz àqueles que não o têm, oferecer novos estilos de vida. Enquanto nosso sistema econômico-social ainda produzir uma vítima e houver apenas uma pessoa descartada, não poderá haver a festa da fraternidade universal. ” Papa Francisco

No Brasil o nome de Santa Clara de Assis foi incorporado ao projeto e aceito pelo Vaticano. O encontro com o Papa estava marcado para março deste ano, foi adiado e a nova data prevista é para o dia 21 de novembro de 2020.

Pacto Educativo Global – A proposta é criar uma aldeia da educação que valorize o estudo e a vida para criar relações humanas e abertas. O projeto foi lançado em setembro de 2019, a partir de uma demanda de lideranças judias e mulçumanas endereçadas ao Papa Francisco. Como na definição do Pontífice, trata-se de um “encontro para reavivar o compromisso em prol e com as gerações jovens, renovando a paixão por uma educação mais aberta e inclusiva, capaz de escuta paciente, diálogo construtivo e mútua compreensão. Nunca, como agora, houve necessidade de unir esforços numa ampla aliança educativa para formar pessoas maduras, capazes de superar fragmentações e contrastes e reconstruir o tecido das relações em ordem a uma humanidade mais fraterna”, interligando com a Economia de Francisco e Clara. Esse chamamento e alerta já haviam sido descritos pelo Papa na Encíclica Laudato Si publicada em 24 de maio de 2015.

O Pacto Educativo Global propõe três desafios a serem enfrentados pela educação:

  • ter a coragem de colocar no centro a pessoa;
  • ter coragem de investir as melhores energias com criatividade e responsabilidade;
  • ter coragem de formar pessoas disponíveis para se colocarem ao serviço da comunidade.

No mundo inteiro a missão é articular entidades que defendam a educação pública, inclusiva, que respeite a diversidade de comportamentos e crenças, que desenvolva a cultura do cuidado (com o outro e a humanidade) e a cultura da paz. Para ampliar o debate e propor uma construção coletiva as discussões são feitas a partir de seis eixos:

  1. Paz e cidadania;
  2. Ecologia integral;
  3. Solidariedade e desenvolvimento;
  4. Dignidade e direitos humanos;
  5. Defesa da educação pública com qualidade social;
  6. Cultura e Transformação Social.

SERVIÇO:

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E-mail: pactoedubrasil@gmail.com

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