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Por Rubinho Giaquinto

Tenho muit@s amig@s evangélic@s que são gente boa pra caramba. Aprendi convivendo com eles que, para construir um mundo mais igual, é preciso estar junto com os irmãos.

Não é romantizar o papel da igreja, mas dialogar com a maioria da população, que é explorada no dia a dia, promovendo um grande papo fraterno.

Apontando como a fé deles está mais mais próxima de um mundo mais justo do que de um mundo desigual. Que o amor pode superar as opressões e o preconceito.

Lembrando que a maioria do nosso povo tem alguma religião. Que hoje o rosto feminino e negro é evangélico nas periferias. Criticar o papel político dos líderes da igreja, mas não esquecer que aquela trabalhadora, mãe de família, que paga aluguel de uma pequena casa e vende Yakult de porta em porta, talvez só tenha aquela tábua de salvação.

O cara mais revolucionário que conheci no últimos tempos não está em uma organização tradicional de esquerda. Ele está em uma igreja evangélica pequena que mais parece um boteco nas periferias cuidando dos mais pobres, da mulher abandonada e que perdeu seu filho com a tal bala perdida da polícia ou com um menino negro sem esperança ou sonho.

Ele está longe dos Malafaias e dos Macedos da vida.

Ele está lá formando seu exército vermelho sem saber!

Rubinho Giaquinto é Analista Socieducacional do Instituto Cultiva