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Por Rubinho Giaquinto

Hoje uma senhora do meu bairro estava muito revoltada com os serviços públicos, que não funcionam.

Tentei explicar que precisamos lutar juntos pelo bom funcionamento deles.

Argumentei que os governos Bolsonaro e Zema são contra o bom funcionamento dos serviços públicos, pois o bem-estar e a felicidade dos mais pobres não são e nunca foram a prioridade deles.

Com muita paciência, fraternidade e uma linguagem simples, expliquei o plano desses governos: destruir o que resta do serviço público, deixando o povo à mercê das circunstâncias e da própria sorte. 14 de maio nunca acabou!

Ela parece que começou a entender.

Mesmo assim, acho que é um longo processo de conscientização, que requer muita paciência e formação, com doses cavalares de carinho, compaixão e fraternidade.

Além de tudo isso, tem a pandemia, que levou um parente querido.

Essa senhora só tem o falido Estado como amparo para suas angústias e esperanças.

Ela busca desde o remédio a quem possa escutá-la no posto do serviço de saúde.

A vida do nosso povo é uma terceira guerra mundial todos os dias.

No final da conversa, fez uma oração baixinha e me agradeceu.

O que nos resta nessas bandas aqui é acreditar sempre num milagre qualquer.

A fé ainda é o nosso maior combustível!

Rubinho Giaquinto é Analista Socioeducacional do Instituto Cultiva.