menino-jovem-frustrado-lição-de-casa-escrevendo-menino-estudando-mesa-criança-desenho-com-lápisPor Rubinho Giaquinto

Pesquisa aponta aumento de tristeza e ansiedade em jovens na pandemia, o que se agravou com aulas remotas.

O isolamento brasileiro mal feito e prolongado começa a apresentar sua fatura, principalmente para os jovens e estudantes mais pobres e da rede pública.

Pesquisa do Datafolha aponta números preocupantes. Pesquisa realizada em julho, com 1.056 entrevistas pelo telefone, mostra um quadro desolador e um futuro nada animador.

A falta de animação, que em maio atingia 46%, chegou a 51% em julho. Os que enfrentam dificuldades para manter a rotina saltaram de 58% para 67%.

77% dos estudantes se sentem tristes, irritados ou sobrecarregados. 48% estão menos envolvidos nas atividades escolares.

O risco de evasão chega a 43% nos anos finais do ensino fundamental.

Agora o que me assusta é que uma grande parte dos profissionais da educação pode  entrar nessa ciranda também.  Estamos ladeira abaixo e estudantes e professores estão adoecendo rapidamente.  Não há como negar que professores estão pagando a conta muito caro também.

A educação brasileira, que já capenga há décadas, corre o risco de entrar em colapso.

A educação brasileira tinha que ser uma grande mãe e não uma madrasta perversa hollywoodiana para ganhar um Oscar da crueldade. Paulo Freire deve estar se revirando no túmulo. Deve estar dizendo: não foi nada disso que deixei aí.

A escola é um lugar sagrado e juntos temos que cuidar dela com amor.

A medida de amar é amar sem medida!

Rubinho Giaquinto é Analista Socioeducacional do Instituto Cultiva