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Cultiva realiza encontros virtuais com educadores de Suzano/SP

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Mais de 800 profissionais da rede municipal de educação de Suzano, região metropolitana de São Paulo participaram de duas reuniões virtuais, de formação continuada, com o Instituto Cultiva. As videoconferências foram realizadas na manhã e tarde de terça-feira, 30/06, direcionadas aos professores, mas, também contou com a participação de diretores, supervisores, agentes, cozinheiras, auxiliares escolares e de secretaria, incluindo os articuladores comunitários, responsáveis pelas visitas às famílias dos estudantes. Ao todo pelo menos 820 pessoas acompanharam os representantes do Instituto Cultiva, Rudá Ricci, presidente, Franciele Alves, Vice-presidente e a Consultora Educacional, Renata Paredes, explicando sobre todas as etapas do projeto Prevenir a Violência Escolar: Implantando o Programa Comunidades Educadoras em Suzano/SP, que em julho completa um ano de atividades.

O Secretário de Educação de Suzano, Leandro Bassini, também participou dos encontros virtuais. Na abertura ele explicou sobre o diferencial do projeto, que constitui uma rede protetiva para as crianças do munícipio, em relação à outras propostas de segurança. “Acreditamos que a segurança nas escolas e a convivência não são conquistadas apenas de forma física e com instrumentos de coerção, mas, sim pelo entendimento das pessoas que convivem e que estão envolvidas no interior das escolas”, declarou Bassini. Essa é uma das premissas do Instituto Cultiva, o olhar atento ao todo e à realidade das famílias para buscar repostas às situações que geram dificuldades no ambiente escolar, da violência à queda no rendimento em sala de aula. “O Instituto Cultiva veio até nós com uma proposta de que entendêssemos essas crianças na observação das coisas que acontecem na convivência escolar, por exemplo, crianças que apresentariam sinais de violência, hematomas, malcuidadas, aparentemente denunciando descaso, comportamento agressivo, queda no rendimento escolar, sinais que o Instituto nos ensinou a enxergar e a partir deles desenvolvermos ações junto a essas famílias e fazemos observações além das palavras. Com esses dados, alimentarmos todo um sistema que nos dará condições de enxergar não só as crianças, mas, aquele local. Podemos estabelecer uma rede de segurança com outras secretarias”, frisou o Secretário.

A Equipe do Cultiva explicou aos participantes as metodologias usadas, o trabalho realizado até o momento, o resultado das coletas de informações junto às famílias e as próximas etapas. A criação de um Comitê Gestor com representantes municipais e da comunidade é também um dos eixos do projeto. “Será construído agora, os comitês gestores nos territórios, que é a descentralização do projeto para as escolas. E passa por uma articulação com a saúde, assistência social e também associações e lideranças de bairro, porque a criança tem de ser pensada na sua integralidade. Precisa envolver e dialogar com esses outros agentes que fazem parte do território”, esclareceu Franciele Alves. As visitas dos agentes comunitários às famílias foram feitas de outubro a dezembro do ano passado, retomadas em fevereiro deste ano até serem suspensas por conta da pandemia do Corona Vírus. Foram feitas mais de 250 visitas, os casos analisados pelas equipes do Cultiva, de coordenação do projeto da Secretaria e Supervisores Escolares.

A Consultora Educacional Renata Paredes, explicou que para a análise e a classificação dos casos urgentes, não urgentes e urgentíssimos, foi pensando em oferecer às famílias o maior número de suporte e serviços. Paredes também explicou que foi feita uma separação dos casos de acordo com cada secretaria, a maior número de incidência foi para a Educação, mas, também para Assistência Social e Saúde. Segundo ela, a partir desse olhar as secretárias têm instrumentos para iniciar alguma intervenção. “Em um projeto como esse, quando ampliamos o diálogo para 33 escolas, e entre outras secretarias, é justamente para transformar ação individual numa reflexão e até numa política pública, sair do micro e ir para o macro, é pensar protocolos para que outras escolas e professores possam ter acesso a uma determinada experiência e se for o caso colocar para seus alunos e famílias”, destacou Renata. “O programa é uma lupa para, para enxergar o que é a vida do aluno fora da escola, e como ele percebe a escola na vida dele”, frisou Rudá Ricci.

Formação Continuada/Mediação de Conflitos – Outro eixo destacado, essencial para o bom andamento do projeto é da formação continuada, que envolve toda a equipe, a coordenação, diretores, supervisores, articuladores comunitários, uma vez que se trata de um conhecimento construído continuamente e com todos. Uma dessas formações é o curso online sobre Violência contemporânea e a Mediação de conflitos para a rede de educação de Suzano, que será entre 7 de julho e 21 de agosto. O curso foi um pedido dos diretores escolares, todos receberão guia para estudos e terão acesso a plataforma e a videoconferência com especialistas. A vice-presidente do Instituto Cultiva esclareceu que o curso é dividido em três módulos.

  • 1º módulo – conceitos e relações interpessoais
  • 2º módulo – histórico da mediação de conflitos e os marcos legais
  • 3º módulo – as estratégias para a construção de uma cultura de paz nas escolas

O projeto é participativo e deve ser construído com todos que fazem parte do território. “O objetivo é aprofundar as discussões sobre o conflito no campo da escola e da sala de aula, uma das propostas é discutir o que está na governabilidade da escola, do professor e dos agentes externos, outras secretarias e a comunidade”, disse Franciele Alves.

Durante as videoconferências os participantes tiraram dúvidas e dialogaram com a equipe que respondeu aos questionamentos. Eles também  foram informados sobre as produções de vídeos de vídeos explicativos que apresentam a estrutura do funcionamento do Projeto Prevenir a Violência Escolar e um boletim informativo sobre a classificação e análise dos casos, e demais conteúdos para leitura e estudos disponibilizados em na página do Projeto Suzano no site do Instituto. O presidente do Cultiva, também abordou o resultado em um ano de trabalho com o Programa Comunidades Educadoras em Contagem/MG.  “Conseguimos debelar em 80% dos casos de violência nas escolas, queda de 90% na evasão e melhoria das notas em mais de 70% dos alunos”, destacou Ricci.

O curso de Mediação de Conflitos também foi divulgado no site da Prefeitura de Suzano com o título “Educadores vão participar de curso sobre mediação de conflitos em ambiente escolar”

Agenda de trabalhos –  Em junho, a equipe do Cultiva também participou de reuniões de discussão da Planilha do Conselho de Classe e Coordenação Pedagógica com Supervisores e diferentes segmentos Secretaria Municipal de Educação, com os Articuladores Comunitários, Encontros de Apresentação de Boas Práticas Pedagógicas com os Supervisores de Ensino,  e Seminário de Construção de Instrumentos Pedagógicos. Para julho a programação segue com agenda de atividade continua durante todo o mês, com formações continuada, além do curso Violência contemporânea e a Mediação de conflitos, articulação dos encaminhamentos para assistência social e saúde e início da articulação para composição dos comitês gestores.

Interessados podem acompanhar as videoconferências nos links abaixo:

Conferência com docentes Suzano/SP –  manhã

Conferência com docentes Suzano/SP – tarde